Todas as coisas, todas as formas, todos os sons.

Todas as coisas, todas as formas, todos os sons.

quarta-feira, novembro 17

Acorda Menino.

Vamos menino, acorda. Vem olhar o céu, admirar aquela pipa que vai lá em cima, lá longe onde os sonhos vem te buscar. Só falta você menino, que dorme agora, perdendo tudo o que o dia pode te trazer de bom, perdendo o cheiro das flores e a linda vista que o sol pode te fazer ter de tudo. Bom de se levar nos ombros é o peso de um sorriso, que vai te martelar cada vez mais forte, e se torna um vicio. Ô menino, deixa dessa besteira de brincar longe do mar, que nada faz perigo não menino, quando se tem a vida leve, os pés descalços e bolas de gude nos bolsos. Nada é perigoso, você tem um novelo de lã com o qual pode brincar até o dia voltar, e se cansar desse vai e vem, até que você vai deitar na areia, pra dai então descansar. Não dorme por medo da multidão, pequenino, ela é só crendice popular, as coisas soltas que as pessoas falam, sem saber direito onde tudo pode dar. Eu vou te ninar enquanto dormes, menino, pra que tu não acordes com a pressa de voltar, já que o mundo é imenso, e só uma vida não basta, pra que nós dois menino, possamos rodopiar por ai. A muito que estou acordada, sonhando sobre nuvens, vendo fogos vermelhos, plantando árvores de frutas doces, pra que se possa fazer suco nos lugares onde se tem sede. Fiz as suas malas menino, agora é só acordar, tudo já está pronto. O trem, por mais belo que pareça, não nós faz sentido, e iremos caminhando, com nossos baús, enchendo a bagagem, correndo descalços, e brincando com o vento que sempre tá pronto pra te embalar. Sonhe enquanto dorme, pequeno, com as coisas pra quando acordar, com todas as coisas, as coisas belas e maravilhosas, as coisas difíceis e as medonhas, e que tudo logo faça você acordar, pra ficar comigo aqui fora, que eu te espero menino, desde sempre. Desde sempre.

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